Criseyde
Feminino
Literature
Significado e Origem
Criseyde é um nome criado e utilizado pelo poeta inglês Geoffrey Chaucer para a personagem central feminina de seu poema épico do século XIV Troilus e Criseyde. É a forma inglesa de Criseida, introduzida pelo autor italiano Giovanni Boccaccio em seu poema Il Filostrato. Boccaccio, por sua vez, baseou sua personagem na figura mitológica grega Chryseis, uma personagem menor na Ilíada de Homero.
Etimologia e Contexto Linguístico
O nome deriva, em última análise, do grego Khrysēis (Χρυσηΐς), que significa 'dourada' ou 'filha de Crises', formado a partir de khrȳsós (χρῡσός) 'ouro'. No poema de Chaucer, a grafia Criseyde reflete as convenções do inglês médio. O nome aparece em várias outras línguas e culturas, incluindo a variante Cressida, usada por William Shakespeare em sua peça Troilo e Cressida. Derivados da raiz cris- ('ouro') também aparecem em nomes relacionados, como Chrysi (diminutivo grego), Chrysa, Chrysoula, Chryssa e Chryse.
Significado Cultural e Contexto Literário
Em Troilus e Criseyde, de Chaucer, Criseyde é uma mulher troiana, filha do vidente Calcas, que deserta para os gregos durante a Guerra de Troia. Ela se apaixona profundamente pelo príncipe troiano Troilo, e eles trocam votos de fidelidade eterna. No entanto, quando Criseyde é enviada ao acampamento grego como parte de uma troca de reféns, ela é cortejada pelo herói grego Diomedes e, por fim, inicia um caso com ele. Essa traição leva Troilo ao desespero e, eventualmente, o coloca no caminho de sua morte nas mãos de Aquiles.
A personagem de Criseyde tem sido tema de muito debate literário. Na versão de Chaucer, ela é retratada com profundidade psicológica e simpatia, dividida entre seu amor por Troilo e suas circunstâncias. Em interpretações posteriores, particularmente na obra de Shakespeare, ela é frequentemente considerada uma femme fatale cuja infidelidade arruína Troilo. Análises mais recentes reconhecem o nome feminino como um símbolo das ambiguidades do amor e do destino na guerra.
Representação ao Longo da História
A história de Criseyde/Cressida foi recontada várias vezes durante os períodos medieval e renascentista. Os principais portadores notáveis incluem:
Criseida, de Boccaccio (em Il Filostrato, c. 1335)
Criseyde, de Chaucer (em Troilus e Criseyde, c. 1380)
Cressida, de Shakespeare (em Troilo e Cressida, c. 1602)
Essas versões diferem sutilmente na caracterização: a Criseida de Boccaccio é mais romanticamente passiva; a Criseyde de Chaucer, introspectiva e conflituosa; e a Cressida de Shakespeare, astuta e desiludida.
Distribuição e Uso
O nome Criseyde, especificamente em sua grafia chauceriana, permanece raro como nome próprio. As formas derivadas mais comuns são Cressida e Criseida. No mundo atual, Cressida é ocasionalmente revivida na literatura e no cinema, mas nunca entrou em uso generalizado. Dados sobre portadores reais são muito escassos, já que o nome está predominantemente associado à sua personagem literária.